Não falo, não ouço, não vejo... nem sei se ainda existo. Desviando dos obstáculos, disfarçando sentimentos incomuns, despercebendo olhares, passando despercebida. Vivendo um dia após o outro mais silenciosa possível. Beirando nas estradas. Fugindo do perigo, arriscando sumir de vez. Sumir aos poucos. Para nunca mais existir. Esperar a chuva cair, sentir-se viva de novo, te ver, te deixar, desistir outra vez. Por: Gabriela Castanhari

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